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Notícias | Política

Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures, voltou a bater no atual Governo.

Município volta a "bater" no Governo

3 de dezembro de 2016
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Depois dos transportes a água. Bernardino Soares volta a fazer críticas ao atual Governo, do qual a CDU é parceira, pela forma autoritária como criou a “Águas do Tejo Atlântico”, onde os municípios não foram ouvidos, nem a promessa de reversão da fusão de SIMTEJO, SANEST e Águas do Oeste foi cumprida.

Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures, voltou a bater no atual Governo. Depois de se ter manifestado contra a transferência de gestão da CARRIS e do Metro para o município de Lisboa, desta vez, o motivo foi a água.
Após a criação da empresa “Águas de Lisboa e Vale do Tejo”, que agregou várias empresas de gestão de águas residuais, como é o caso da SIMTEJO onde Loures tinha participação, tanto na empresa como na gestão, a CM Loures mostrou-se sempre contra tal tomada de posição. Os horizontes abriram-se quando o atual Governo tomou posse, pois havia prometido a reversão destas fusões.
Tal não irá acontecer, pois a 31 de outubro foi recebido um ofício do Secretário de Estado do Ambiente, que incluía estatutos, contratos de concessão, estrutura acionista e acordo parassocial da nova empresa, a “Águas do Tejo Atlântico”, que agregará as anteriores empresas SIMTEJO, SANEST e Águas do Oeste.
Perante tal medida a edilidade de Loures sente-se prejudicada, pois passará a ter uma menor posição acionista, o que lhe dará menos poder nas decisões. Outro dos pontos de discórdia é a expropriação dos ativos de cada município em proveito desta nova empresa, assim como a maioria de capital seja propriedade da empresa Águas de Portugal, que é estatal, podendo no futuro surgir um processo semelhante ao que aconteceu com a Valorsul, tendo sido privatizada a EGF, empresa estatal, que também detinha mais de 50% do capital.
Perante estes factos, o Município pede, novamente, a reversão destas fusões, mostrando abertura para discutir novos modelos de configuração do setor, que tenham em linha de conta os interesses dos municípios e das populações, algo que não acontece neste caso, segundo o Presidente do Município.

Pedro Santos Pereira

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