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Notícias | Política

O rescaldo da noite autárquica

Declarações dos protagonistas

8 de outubro de 2017
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Bernardino Soares | CDU

O Presidente da Câmara não foi efusivo na hora de celebrar, reconhecendo que a vitória não foi gorda e revelando que, para já, não há qualquer entendimento com nenhuma força política.
«Não tivemos a vitória que gostaríamos, mas é evidente que, mesmo quando não se ganha por 4-0, ganhar por 2-0 é igualmente uma vitória. Uma vitória bem saborosa e que bem traduz o trabalho que fizemos ao longo destes quatro anos. Veremos agora que condições é que nos proporcionam as outras forças políticas. Neste momento não há entendimentos com ninguém, há entendimentos com a população do concelho de Loures, que nos quis dar mais esta vitória, reconhecendo o trabalho que fizemos.
Assumimos este mandato com a mesma perseverança com que há quatro anos vencemos a Câmara, calejados pelas dificuldades, e com a grande força de todos para superar qualquer obstáculo».

 

Sónia Paixão | PS

A candidata socialista Sónia Paixão assumiu a derrota, mas não deitou a toalha ao chão, deixando vincado que este período não será de inatividade. Bem pelo contrário, abrindo já as portas a 2021. Aproveitou ainda para sublinhar as vitórias do PS nestas Eleições e saudar, também, os derrotados.
«O PS saiu muito fortalecido destas eleições autárquicas: recuperou a presidência da Assembleia Municipal de Loures; teve vitórias muito significativas em cinco freguesias, destacando-se as conquistas da União de Freguesias de Moscavide e Portela ao PSD e da União de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação à CDU; e, pese embora não ter ganho a presidência da Câmara, conseguiu manter os 4 mandatos que já tinha no passado, reafirmando-se assim como a única alternativa de poder credível e responsável em Loures.
Saúdo o Ricardo Leão pelo reforço da votação no PS para a Assembleia Municipal, todos os candidatos às uniões de freguesias vencedoras – Santo António dos Cavaleiros e Frielas, Moscavide e Portela, Sacavém e Prior Velho, Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, e Camarate, Unhos e Apelação – e deixo uma palavra de gratidão e força a todos os nossos candidatos que, tal como eu, não alcançaram objetivos mais ambiciosos.
Continuaremos a trabalhar numa atitude de grande respeito pelas decisões da população e pela Democracia. Continuarei na rua, olhos nos olhos com as pessoas como sempre fiz, para que reconheçam o nosso projeto político em 2021».

 

André Ventura | Primeiro Loures

Em declarações à Agência Lusa, André Ventura realça a campanha eleitoral, definindo-a com um exemplo a seguir para o PSD, destacando também a subida do Partido em Loures. Fala de responsabilidade nas funções de vereador, mas sem cedências àquilo que defende.
«Aprendemos todos com esta campanha eleitoral. O PSD deve olhar para os resultados em Loures num momento em que o país está claramente em contraciclo e que o partido está em descida. Amanhã, no conselho nacional, vou transmitir aos meus companheiros de partido que têm de pôr os olhos no que aconteceu em Loures.
Foi uma grande subida. Nós subimos mais de cinco mil votos. Temos um resultado que não tínhamos há mais de 25 anos e, por isso, acho que cumprimos o nosso objetivo e vamos assumir as nossas responsabilidades.
Há um problema de governação e exequibilidade das políticas em Loures, mas também de acabar com esta ideia que é sempre necessário fazer acordos e as pessoas cederem àquilo que defendem. Nós somos responsáveis e por isso vamos analisar a situação da Câmara. Queremos estabilidade».

 

Fabian Figueiredo | Bloco de Esquerda

Em declarações exclusivas ao NL, Fabian Figueiredo sublinhou uma maior presença do Bloco de Esquerda nas freguesias e assumiu que os objetivos não foram todos alcançados. De qualquer forma, salientou que o Partido manter-se-á ativo no Concelho.
«Nestas eleições autárquicas, globalmente, o Bloco de Esquerda cresceu em votos e mandatos, passando a estar representado em quatro assembleias de freguesia, quando antes só estava representado numa. Contudo, não fomos tão longe como nos tínhamos proposto, nem atingimos todos os objetivos que tínhamos traçado. Mas, pequenos passos em frente são sempre passos em frente. Aos cidadãos e às cidadãs do concelho deixamos uma certeza: durante os próximos quatro anos, na Assembleia Municipal, nas freguesias e na rua, podem continuar a contar connosco na luta por um Concelho mais justo e solidário».

 

Pedro Pestana Bastos | CDS-PP

Nas redes sociais Pedro Pestana Bastos reafirmou o que o separa de André Ventura e assumiu que há militantes do PSD e do CDS-PP que se revêm neste tipo de política evidenciada pelo social-democrata.
«No PSD e no CDS há muita gente que pensa como André Ventura e que acredita que esse é o caminho do crescimento. Não contarão comigo para esse caminho. Penso que consegui demonstrar que o CDS pode resistir a esse discurso.
Os conselhos que me davam foram sempre para evitar atacar o PSD e André Ventura. Nunca os segui. Para mim foi claro desde o início que a candidatura só se justificava por contraste a um discurso que não me revejo e que não permitirei que o CDS adote.
Estou estafado mas sinto aquele sabor de "missão cumprida". Mais do que os votos o meu primeiro objetivo era apresentar uma candidatura decente. Espero que tenha conseguido».

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