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Notícias | Política

Com será o pós-eleições?

Coligações

5 de setembro de 2017
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A corrida ao município de Loures está a aquecer o País. Não é que ele necessitasse, pois os incêndios, infelizmente, têm-no no feito. Depois da comunidade cigana, da pena de morte, da prisão perpétua, agora o tema é quem se aceita coligar com quem?

Loures deve ser um dos municípios preferenciais dos órgãos de comunicação social nacionais no dia 1 de outubro. Nunca alguns candidatos à presidência da Câmara tinha tido tanto espaço mediático nas televisões.
Tudo começou com André Ventura que, após uma entrevista ao jornal “i”, denunciava a subsidiodependência da comunidade cigana pelo Rendimento Social de Inserção (RSI). Daqui surgiu um debate com Fabian Figueiredo na TVI24. Posteriormente, e ainda com a mesma entrevista como pano de fundo, veio à baila a pena de morte e a prisão perpétua. No mesmo canal de televisão, semanas mais tarde, André Ventura e Pedro Pestana Bastos desenvolveram argumentos sobre estes dois temas. Impressionante neste último debate é que dois candidatos ao município de Loures não disseram uma única palavra sobre o Concelho, apesar de serem apresentados nessa condição.
Dias mais tarde surgem as “declarações” de Sónia Paixão ao “Observador”, aceitando uma coligação com o PSD e André Ventura, de quem entende que poderia ser um bom vereador, mas nunca um bom presidente. A confusão gerou-se com muitas reações ao que foi publicado, pois anda estavam frescas as declarações de António Costa sobre Pedro Passos Coelho, por este não tirar o apoio a André Ventura. Como podemos constatar o candidato ao Município social-democrata tem sido o denominador comum de toda esta mediatização.

 

Quem apoia quem?

O primeiro a levantar este problema foi Fabian Figueiredo que, tentando pressionar Bernardino Soares, pediu para este declarar se estava disponível para criar um acordo de governação pós-eleitoral com André Ventura. A CDU comunicou que era prematuro falar do futuro, não vetando nem confirmando essa possibilidade. Entretanto, o “Observador” publicou a notícia atrás referida, o que provocou um desmentido de Sónia Paixão na rede social facebook e levou o órgão de comunicação social a confirmar tudo o que havia sido publicado. Posteriormente, Sónia Paixão convocou uma conferência de imprensa, onde referiu que «o título da notícia do Observador é abusiva e falsa na medida em que nunca expressei a intenção de fazer uma coligação. Quando referi que André Ventura poderia dar um bom vereador, estava a ser irónica, uma vez que, ao contrário da imagem que pretende transmitir, André Ventura sabe que não tem qualquer hipótese de ser presidente da Câmara Municipal de Loures. Será sempre vereador, tal como tem sido o histórico dos resultados do PSD em Loures».
André Ventura reagiu e refutou a ausência de possibilidades de vencer «estando muito confiante numa vitória». Acrescentando ainda que «se a candidata do Partido Socialista a Loures assumir publicamente que não quer colocar toda a família a trabalhar na Câmara Municipal - como aconteceu durante a governação socialista do município - e louvar o nosso propósito de acabar com a impunidade no Concelho, então eu não fujo às palavras: ser-lhe-á atribuído o pelouro da Ação Social durante a minha presidência».
Também Fabian Figueiredo fez questão de dar a sua versão dos factos, anunciando que «tal como o Bloco de Esquerda propôs reiteradas vezes, todos os partidos de esquerda tivessem, desde o início, rejeitado, de forma clara, colaborar ou fazer qualquer tipo de acordo governativo com o PSD de André Ventura no futuro, a natureza do debate político autárquico, em Loures, há muito que seria diferente. Não haveria hoje, certamente, espaço para especulações, ambiguidades ou ironias sobre a futura governação do Município».
Como se pode constatar, setembro poderá ser um mês longo.

 

Pedro Santos Pereira

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