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Notícias | Educação

Após vários meses de protestos, uma petição, uma manifestação e muitas horas de reivindicação

DGEstE vai renovar balneários da EB 2,3 Gaspar Correia

9 de julho de 2018
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Após vários meses de protestos, uma petição, uma manifestação e muitas horas de reivindicação, entidade que tutela os estabelecimentos escolares cedeu a uma das mais antigas pretensões de pais, alunos e professores das escolas da Portela.

A DGEstE - Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – informou a direção do Agrupamento de Escolas de Moscavide e Portela de que vai renovar, por completo, os balneários da escola EB 2,3 Gaspar Correia, na Portela, em más condições há mais de 20 anos. A notícia surge na sequência de vários protestos efetuados por alunos, pais e professores daquele agrupamento, que incluíram o lançamento de uma petição, entretanto já admitida na Assembleia da República, onde aguarda agendamento para debate em plenário. O procedimento de adjudicação da obra, orçada em cerca de 120 mil euros, avança já este mês, sendo que as obras deverão ter início até final de 2018.

O movimento de peticionários das escolas da Portela, que, em conjunto com a Associação de Estudantes da Escola Arco-Íris e a Direção do Agrupamento organizou, a 20 de março, uma manifestação que juntou mais de 800 alunos, pais e professores à porta daquele estabelecimento de ensino, vê assim uma das suas maiores reivindicações atendidas pela DGEstE. Para Marina Simão, diretora do Agrupamento de Escolas de Moscavide e Portela, “é uma excelente notícia, uma vez que aqueles balneários estavam em péssimas condições há mais de 20 anos e impediam os alunos de tomar banho depois das aulas de educação física”.

Como resultado dos vários protestos e do movimento de indignação contra o avançado estado de degradação das escolas da Portela, o Ministério da Educação já havia destinado uma verba de 74 mil euros para reparações urgentes na Escola Secundária do Arco-Íris, na Portela. “Esta é uma prova de que vale a pena lutar para tentar alterar o que está mal e é um exemplo para pais e alunos de outras escolas que estejam na mesma situação”, avança André Julião, encarregado de educação e primeiro peticionário da petição “Pela realização urgente de obras estruturais no Agrupamento de Escolas da Portela e Moscavide”. Mas, o encarregado de educação recusa ficar por aqui: “Isto não chega. Não podemos andar a remendar o futuro dos nossos filhos. É urgente uma escola pública de qualidade. Mas, para ter qualidade, é preciso investir, é preciso reparar e é preciso renovar e fazer obras de fundo. Por isso, não vamos baixar os braços, vamos lutar até que todas as obras sejam feitas”.

Em abril, a Câmara Municipal de Loures havia também assumido as obras de reparação do telhado do Pavilhão Gimnodesportivo daquela escola, que se encontrava em elevado estado de degradação, incluindo a sala de ginástica, fechada pela Proteção Civil devido a questões de segurança. O processo encontra-se agora na fase de concurso público, a que se seguirá um período de reparações nunca inferior a 45 dias.

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