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Notícias | Economia e Emprego

Após vários dias de luta

Decretada a insolvência da Triumph

5 de fevereiro de 2018
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Um despedimento colectivo, onde 463 trabalhadores deram assim por encerrada todas as esperanças na continuação da empresa, que desde há mais de um ano se denomina TGI (Têxtil Gramax Internacional).
Em declarações ao Notícias de Loures, Mónica Santos, dirigente do sindicato dos têxteis do Sul e costureira especializada na empresa há 18 anos, explicou que «foi declarado pela administradora não haver o mínimo de condições para laborar, por não haver encomendas nem clientes».
Face a esta situação os trabalhadores vão poder aceder ao subsídio de desemprego e ao fundo de garantia social.
«Os documentos para o subsídio de desemprego foram dados na sexta-feira, dia 26, e os do fundo de garantia salarial iram ser entregues na quarta-feira e quinta-feira, dia 31 de janeiro e 1 de fevereiro”, explicou Mónica Santos, acrescentando que vão ter ainda “na próxima semana técnicas do centro de emprego de Loures e Odivelas, na empresa para procederem a receção dos documentos para o acesso ao subsídio de desemprego».
Porém, até ao momento, segundo indica, não houve resposta por parte do governo face a esta decisão bem como «nenhum trabalhador recebeu ainda nenhum valor por parte do Estado».
Em resposta, a assessoria do Ministério do Trabalho, garantiu ao Notícias de Loures que «durante as duas semanas diversos institutos deste Ministério estiveram em reuniões com os trabalhadores (neste caso essencialmente trabalhadoras), nomeadamente: Instituto da Segurança Social, IEFP e ACT».
E no que concerne ao subsídio de desemprego «até antes de ser decretada insolvência começaram a ser instruídos “pré-registos” para o subsídio de desemprego, para agilizar o processo quando fosse legalmente possível avançar. Foram também sinalizados os casos sociais de maior fragilidade, e enquadrados pagamentos no âmbito dos subsídios eventuais».

 

TGI, a ex- Triumph

É de recordar que a fábrica da antiga Triumph foi adquirida no início de 2016 pela Têxtil Gramax Internacional.
No entanto, em novembro passado, a administração da empresa comunicou aos trabalhadores que iria ocorrer um processo de reestruturação, que previa o despedimento de 150 pessoas.
No início do ano, no dia 5 de janeiro, depois de tomarem conhecimento de que a administração tinha iniciado um processo de insolvência, os trabalhadores iniciaram uma vigília à porta das instalações para impedir a saída de material.

 

Apoios

Um dia antes do anúncio da insolvência, já o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, tinha promovido junto das instalações da empresa, em Sacavém, uma Conferência de Imprensa sobre a situação da ex-Triumph e o anúncio de novas ações.
Entre as medidas está agendado um concerto solidário para o dia 18 de fevereiro, às 16 horas, no Pavilhão do Sport Grupo Sacavenense e o apoio do Refeitório Municipal de Loures na distribuição de refeições aos trabalhadores da ex- Triumph, além de uma conta solidária.

 

Ministro anuncia possíveis investidores

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, assegurou, no dia 28 de janeiro, que há interessados em reativar a laboração da antiga fábrica da Triumph. De qualquer forma, esta possível hipótese, ainda poderá demorar a ser concretizada. «A dimensão do processo tornou-o mais difícil, mas temos, neste momento, alguns investidores que já demonstraram interesse em voltar em pôr a empresa a funcionar. Mas estão ainda na manifestação de interesse e não se pode adiantar que haja uma solução», afirmou o Ministro.
Durante a visita à ISPO Munique, a maior feira de artigos desportivos que está a decorrer na Alemanha, o ministro revelou que, logo que foi identificado o problema, o Governo pediu à TGI, que adquiriu a unidade industrial no início do ano passado, para procurar possíveis interessados na compra da fábrica, mas não se ficaram por aqui. «E procurámos também nós, ao nível do tecido produtivo português, encontrar investidores. É um caso que acompanhamos e a nossa principal preocupação está com os trabalhadores e com os seus direitos», referiu Manuel Caldeira Cabral.

 

Maria Silva

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