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Carnaval de Loures

Música, máscaras e união: assim se faz o carnaval em Loures

7 de março de 2017
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Foi ao som da banda dos Bombeiros Voluntários de Loures que os reis do carnaval, Carlos Baptista – vice-presidente da Associação do Carnaval de Loures –, e a sua esposa, Fátima Baptista, subiram ao palco para dar início a uma grande noite. Coroados pelo Presidente da Junta de Freguesia de Loures, Manuel Glória, discursaram de forma emotiva, visivelmente orgulhosos e honrados com o convite. “Não vamos deixar morrer as tradições”, prometeu o rei do carnaval.

De seguida, partiram para o centro do pavilhão onde dançaram a tradicional valsa, à qual os populares se foram juntando, alegremente.


Entretanto, foi a vez da Banda Sinal subir ao palco, pelo sexto ano consecutivo, animando um espaço, que foi enchendo ao longo da noite, e onde se juntaram todas as faixas etárias, unidas pelo mesmo espírito carnavalesco, refletido nos disfarces e na vontade de dançar ao som das músicas bem conhecidas por todos.

João Silva, presidente da Associação do Carnaval de Loures, que conta já com 17 anos de existência, revela que “os bailes têm vindo a crescer de ano para ano” e, no que respeita aos dias do corso, «a aceitação tem sido maior». Por detrás deste êxito, está a união: «a direção e os participantes são uma família, só assim conseguimos ter o sucesso que temos tido nos últimos anos». Também o empenho é bem visível, já que, de acordo com o presidente, concluídos os festejos de carnaval na terça-feira, a equipa tem apenas um mês de férias, até ao início das preparações para o próximo ano.

De entre os foliões presentes, muitos são os que fazem parte dos 1200 figurantes que integram o corso, sendo a Associação composta por 16 grupos que prometem animar a cidade, mantendo a tradição saloia, mas já “abrasileirada”, como referiu o vice-presidente, e rei do carnaval, Carlos Baptista. Sandra Ribeiro integra o Grupo Infantado, enquanto a amiga, Rosa Inácio, faz parte do Grupo Marzagão, ambas são de Loures e afirmam que nesta cidade se vive o carnaval “intensamente e com alegria”.

Quando se pergunta a alguém o que distingue este dos restantes carnavais que se realizam pelo País, a resposta é só uma: a imagem de marca do carnaval de Loures é a ausência da sátira política. Nas palavras da rainha do carnaval, este é «um carnaval diferente, não ataca politicamente, procura mais a brincadeira e a boa disposição, dirigindo-se às famílias e às crianças».

A noite terminou com o DJ Francisco Cunha, escolhido por um grupo de jovens que integra a direção, fazendo, assim, as delícias dos mais novos, numa noite em que nenhuma geração foi deixada de fora.
Ficou, ainda, a promessa de muita diversão para quem escolher passar o carnaval em Loures, onde assistir ao corso é totalmente gratuito.

Ai ai Portugal: Um corso baseado na cultura e na tradição

Na terça-feira, o corso carnavalesco saiu às ruas de Loures, como dita a tradição, trazendo ao centro da cidade milhares de pessoas. Este ano, o tema é Portugal, pelo que foram evocados hábitos, figuras e momentos históricos, que se juntaram aos habituais gigantones e aos animados palhaços.

Foram os típicos gigantones, juntamente com a banda dos Bombeiros Voluntários de Camarate que fizeram as honras, dando início ao desfile, que contou com 15 carros alegóricos e cerca de 1200 figurantes, que animaram os populares, naquele que é considerado um dos mais importantes carnavais do país.

Também a Banda Sinal esteve presente, dando música aos 16 grupos que foram desfilando e dançando, trajados a rigor e de acordo com o tema: a revista à portuguesa, as cores da bandeira nacional, o Festival da Canção, o galo de Barcelos, as marchas e o vinho do Porto, foram alguns dos elementos incluídos, nesta homenagem à cultura portuguesa. Também não faltaram as mastronças, nem o Zé Povinho, que divertiram novos e velhos, nesta tarde em que a chuva se ficou pela ameaça.

Todos os grupos circularam pelo recinto e tiveram, ainda, a oportunidade de subir ao palco, juntando-se à banda. Numa pequena bancada próxima do palco, a presença do Presidente da Câmara de Loures – Bernardino Soares –, e do Presidente da Junta de Freguesia de Loures – Manuel Glória –, não passou despercebida. Animados, participaram nos festejos e até dançaram com os grupos.

João Silva, presidente da Associação do Carnaval de Loures, afirma que o corso de terça-feira é o momento mais marcante e mais esperado do carnaval da cidade, sendo capaz de reunir cerca de 50 mil pessoas. «A aceitação é cada vez maior, até porque não se paga entrada», distinguindo-se, desta forma, dos restantes cortejos de semelhante dimensão. Outra diferença, sublinhada por Carlos Baptista, vice-presidente da Associação e rei do carnaval deste ano, é o facto de a política e a religião serem temáticas deixadas de fora.

Tratou-se, assim, de um carnaval divertido e leve, onde não faltaram música, dança, máscaras e os tradicionais petiscos que fizeram as delícias de todos, desde farturas a algodão doce, passando pelo pão com chouriço.

O desfile terminou com os reis do carnaval, Carlos Baptista e a esposa, numa despedida até ao próximo ano, podendo esperar-se, mais uma vez, a folia de sempre.

Diana Martins

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