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Bemposta - Bucelas

Bemposta: Um carnaval de tradições

7 de março de 2017
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A matiné de Domingo, na Bemposta, contou com a Banda Prestige para animar a tarde, com músicas divertidas e populares. As pessoas, de todas as idades, foram chegando, mascaradas como manda a tradição e o baile iniciou-se num espaço decorado a rigor. A festa deu-se na sede do Grupo Musical e Recreativo da Bemposta, que tratou de toda a organização, como tem vindo a acontecer quase desde o nascimento do Grupo, em 1951.

Francisco Martins integra, orgulhosamente, a organização há cerca de 35 anos, e relembra os tempos em que trazia o filho, Hugo, nos braços, ambos fantasiados, para o baile. Hoje, a história repete-se: há 30 anos Hugo vinha no colo do pai, hoje traz ao colo o filho, mantendo viva a tradição, que tem passado, desde tempos longínquos, de geração em geração.

De facto, Hugo Martins seguiu as pisadas do pai, sendo também membro do Grupo Musical e Recreativo da Bemposta e um verdadeiro apreciador do carnaval da aldeia. «Temos um carnaval com tradições genuínas, por exemplo, a parte das pulhas, em que se fala sobre a vida da aldeia em quadras, a parte das cegadas, que é uma atividade já muito esquecida, temos também os tradicionais bailes em que as pessoas da aldeia participam com bastante força», acrescentando que «é uma aldeia que tem cerca de 500 habitantes e nós conseguimos juntar mais de 200 pessoas, que têm um grande espírito de carnaval e vêm, quase todas, mascaradas», revelou alegremente, depois de se descrever como um participante bastante folião.

Hoje, nas bilheteiras, encontra-se Vítor Barroso, que revela que integrou o Grupo aos 17 anos, quando decidiu juntar-se ao rancho folclórico, onde acabou por conhecer a esposa. Atualmente, ocupa o lugar de diretor e tem o gosto de ver os filhos e os netos a frequentarem esse mesmo rancho. Quando questionado acerca da adesão ao carnaval da Bemposta, Vítor responde: «se me fizesse essa pergunta há 20 anos atrás, diria que a casa ia estar cheia», relembrando os tempos em que recebiam 700 pessoas, neste mesmo espaço. Agora, a adesão é menor, mas a tradição não parece estar em vias de extinção.

Histórias como estas, que unem gerações e famílias, estão na base deste Carnaval, onde se valoriza a herança cultural deixada pelos antepassados.

Diana Martins

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