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Notícias | Desporto e Lazer

Um sonho que começou no ACR Mealhada

Amélia Vitorino aponta aos Jogos Olímpicos

7 de agosto de 2017
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Começou a praticar atletismo com seis anos apenas, à boleia de uma irmã mais velha, e nunca mais parou. Agora com 23, Amélia Vitorino é uma das maiores atletas do concelho de Loures e não poupa elogios ao concelho que a viu crescer. Atual campeã nacional de 1500 metros em pista coberta e vice-campeã de 800 metros, a atleta do Sporting Clube de Portugal começou na Associação Cultural e Recreativa da Mealhada, perto de Loures. «Sempre gostei muito de praticar desporto e correr livremente ‘por aí’ e penso que o atletismo me deu aquilo de que gostava e precisava», revela ao NL.
«Filha» do concelho de Loures, onde cresceu e sempre viveu, Amélia Vitorino destaca a tranquilidade da região, o que «permite a realização de muitas atividades e, além disso, estar mais à vontade na realização das rotinas» diárias.
«Gosto muito do local onde vivo, sendo que, a minha ligação com o concelho já foi maior, pois antes de começar a representar o Sporting Clube de Portugal, treinava todos os dias na escola Luís Sttau Monteiro e, mais tarde, no parque da cidade de Loures».
Saloia, de «alma e coração», Amélia Vitorino passa agora menos tempo em Loures, devido aos treinos intensos e ao mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário que frequenta na Faculdade de Motricidade Humana. No entanto, a campeã nacional lamenta que o atletismo tenha «vindo, cada vez mais, a perder o apoio do município». Segundo a atleta, «antigamente, existiam dois troféus que motivavam os mais jovens, mas, atualmente, penso que isso não acontece, apesar de continuarem a existir as provas». Além disso, adiciona, «os espaços verdes para treinar são muito reduzidos, pelo que, quando preciso de treinar aqui tenho sempre que correr na estrada, junto aos carros, pois os poucos recintos com espaços verdes são pequenos».
Amélia Vitorino aponta o nascimento de novos clubes e a melhoria dos espaços desportivos como práticas a seguir no concelho, sobretudo «promover protocolos com as piscinas municipais e com os pavilhões das escolas, porque, no inverno, é muito difícil treinar à chuva e ao frio e, a existir esta dinâmica com os pavilhões, como o Paz e Amizade, poderia ser realizado outro tipo de treino, como o reforço muscular».
Mas, apesar das adversidades, a atleta recusa baixar a fasquia. O objetivo agora é participar nas Universíadas de Taipei, em Agosto, e depois lutar pela presença nos Europeus e Mundiais. «E, como qualquer atleta, o meu sonho de vida é participar nos Jogos Olímpicos, um objetivo que está a ser preparado para 2020, em Tóquio», desvenda.

André Julião

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