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Notícias | Cultura

Casa do Gaiato de Lisboa

Uma Porta Aberta

7 de março de 2017
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O evento começou às 17 horas, na Biblioteca da Misericórdia de Lisboa, com o lançamento do livro "Uma Porta Aberta - Olhares sobre a Casa do Gaiato de Lisboa", com a presença do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes e a presidente e o vogal da Casa do

Gaito de Lisboa, Teresa Antunes e Manuel Branco, respetivamente.
Seguiu-se, a inauguração da exposição de fotografia e pintura "Uma Porta Aberta", na Galeria de Exposições Temporárias, com o contributo da galeria de arte DinRic, dos fotógrafos nacionais conhecidos por Rephlexus e da atuação da banda musical Discantus Projecto.

Este evento é o culminar de um projeto benemérito e social iniciado em dezembro de 2015, com a exposição “Uma Porta Entreaberta”, na Casa do Gaiato de Lisboa, com o propósito de valorizar os Rapazes do Gaiato e levar ao conhecimento de todos o importante papel social daquela entidade.
A exposição "Uma Porta Aberta" pode ser visitada até 31 de março. As receitas da exposição e da venda do livro reverterão a favor da Casa do Gaiato.

Declarações

Para o Cardeal Patriarca de Lisboa a Casa do Gaiato de Lisboa é muita dinâmica, adaptando-se ao mundo atual, herdando as coisas boas que o Padre Américo deixou. «O objetivo principal é integrar quem está desintegrado, reatar as relações familiares a quem não as tem ou perdeu e corresponder para o futuro com gente válida e capaz».

Teresa Antunes, presidente da Casa do Gaiato de Lisboa, espera «uma divulgação positiva de uma casa que é acarinhada, por um lado, mas nem todas as entidades oficiais nos apoiam. O Estado entrega-nos rapazes, mas depois não nos ajuda». Continua salientando o reconhecimento tido, como o da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que abriu as portas para este lançamento do livro e para a exposição. Sobre os novos projetos realça «o lar residencial de infância e juventude, para o qual está tudo concluído, desde as acessibilidades até à equipa técnica. Para a população com deficiência faltam obras, para podermos concorrer aos protocolos.

Obras de pouca importância, essencialmente de adaptação e um elevador, para podermos dar resposta a um Concelho que não tem essa capacidade. Era importante conseguirmos ainda este ano. Continuamos abertos com o programa de acolhimento a refugiados e queremos estar abertos sempre que exista essa necessidade». Qualquer tipo de ajuda é sempre bem aceite, é assim que a Casa tem sobrevivido ao longo dos anos, podendo ser feito através de donativos em espécie ou em dinheiro, através de voluntariado ou arrendando o espaço para a organização de eventos.

O Livro

“Uma Porta Aberta” é um livro que reflete diversos olhares sobre a Casa do Gaiato de Lisboa, quer seja através da poesia de Ruy Cinatti, quer da fotografia de Rephlexus ou da pintura da DinRic. Assim como os vários testemunhos, de diversas personalidades, sobre a importância da obra feita desta Instituição, que marca o concelho de Loures, tal como os municípios envolventes.

O prefácio ficou à responsabilidade do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que realça três dimensões: a verdade, a bondade e a beleza e as suas interligações, pois a ausência de uma delas afeta todas as outras.

Durante os testemunhos, várias são as alusões ao Padre Américo, o grande criador desta Obra, num livro em que os protagonistas, como não poderia deixar de ser, são os jovens que habitam está Casa e que fazem dela um exemplo.

Para adquirir um ou mais exemplares de ”Uma Porta Aberta” pode fazê-lo através da Casa do Gaiato de Lisboa, cujo preço unitário é de 20 euros.

Os autores

Ruy Cinatti nasceu em Londres e, em criança, veio para Lisboa, onde se formou em agronomia. Foi meteorologista, secretário do governador de Timor, chefe dos Serviços Agronómicos, no mesmo território e investigador da Junta de Investigação do Ultramar. Doutorou-se em 1961 na Universidade de Oxford em Antropologia Social e Etnográfica.

Foi cofundador, em 1940, de “Os Cadernos da Poesia” e, em 1942, da revista “Aventura”. Recebeu o Prémio Antero de Quental em 1958, pela obra “O livro do Nómada Meu Amigo”, o Prémio Nacional de Poesia, em 1968, pela obra “Sete Septetos” é o Prémio Camilo Pessanha, em 1971, com ”Uma Sequência Timorense”.

A Rephlexus foi criada na amizade e no sentir da fotografia que Hugo Tavares e Miguel Tiago sentiam.

A dimensão humana, sobretudo na sua expressão social, é a fonte de inspiração e a dedicação a projetos beneméritos uma vocação.
A fotografia assume-se como a sua expressão artística primordial e são os seus registos fotográficos uma reprodução fiel do Rephlexus, do seu sentir social e a forma como sentem o mundo que os rodeia.

A DinRic Gallery é um atelier de pintura artística, que começou em 2000, sob a orientação artística das pintoras Dinara Dindarova, a fundadora, Stefanie Dindarova e Bernardete Chilra. A sua essência assenta na veneração plena de qualquer forma de expressão artística, tendo ao longo da sua existência procurado a simbiose entre a pintura e outras formas de arte.

A pintura desenvolvida pela DinRic Gallery tem como base a escola clássica e desenvolve-se em vários estilos, desde o realismo até ao impressionista e abstrato, passando pelo realismo-impressionista.

Pedro Santos Pereira

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