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Notícias | Cultura

Centro Pastoral de Moscavide

Plano Humano vence prémio em Nova Iorque

15 de novembro de 2017
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Este projeto, juntamente com outros dois edifícios portugueses “The Caverman”, uma sapataria do arquiteto Tiago do Vale e o projeto do arquiteto Jorge Mealha, para os edifícios centrais do Parque Tecnológico de Óbidos, foram galardoados no passado dia 27 de outubro em Nova Iorque.
A atribuição dos prémios teve como critérios a excelência em design, inovação e função. Os prémios foram avaliados por um júri que reúne nomes importantes na área como Philip Stevens, editor do site designboom, Troy Therrien, Sam Jacob ou Joshua Jih Pan.
Com o enorme sucesso do trabalho desenvolvido pelo Plano Humano Arquitectos, o Centro Pastoral de Moscavide ganha um enorme reconhecimento, assumindo-se como um espaço em que todas as pessoas podem aceder.
O conceito de materialidade, procura insistente de explorar novos materiais, técnicas e sistemas para caracterizar os espaços é uma das características do Centro Pastoral de Moscavide que se assume como um espaço bonito em que se pretendeu também que lhe fosse associado a vanguarda de novas técnicas e tecnologias para que tivesse uma arquitetura diferenciadora.
O projeto “ The Caverman” venceu a categoria design de interiores /comercial. Ao Centro Pastoral de Moscavide foi- lhe atribuído o prémio na categoria de design arquitetural/ arquitetura institucional, enquanto o projeto do Parque tecnológico de Óbidos , criado por uma equipa de sete arquitetos do escritório “ Jorge Mealha Arquitecto Lda” também foram reconhecidos com um prémio.

Centro Pastoral de Moscavide

O Centro Pastoral de Moscavide consagra no seu programa funcional salas de catequese, capelas mortuárias e a residência paroquial, e surge da necessidade de servir estas valências.
A estreita proximidade e ligação com a Igreja de Santo António de Moscavide, edifício em vias de classificação enquanto imóvel de interesse nacional, ditou premissas de diálogo e enquadramento, e ainda assim de destaque das duas construções, enquanto marcos de duas épocas, que embora distintas, dialogam e se complementam enquanto ponto de referência na comunidade.
Conceptualmente procurámos um volume extremamente simples, que dialogasse com a igreja também pela sua forma algo monolítica, mas que apresentasse pormenores de atualidade, nomeadamente quanto à materialidade, à volumetria dos espaços, e ao encontro do edifício com a luz natural, que foi uma constante procura durante todo o projeto.
As diferenças de uso do interior dos espaços, pelas suas diferentes valências, ditaram a disposição programática na progressão dos espaços mais públicos para os mais privados, deixando a tardoz, em ambiente mais isolado e introspetivo, o acesso às capelas mortuárias.
Pela Avenida de Moscavide acede-se à entrada principal do edifício, e também à residência paroquial, que acaba por atravessar todo o centro, assim em estreita ligação com este.
A grande clarabóia central, que unifica todo o espaço, remete para o interior do edifício uma luz alta, forte e sempre presente.
Os jogos de luz nas capelas da ressurreição fazem uma analogia clara à passagem litúrgica que testemunham, caracterizando o espaço e alentando o momento.
As esbeltas lamelas que revestem toda a fachada do edifício desmaterializam e suavizam a sua volumetria austera, conferindo-lhe uma atmosfera leve, espiritual e incorpórea. Para o interior dos espaços conferem a sensação de resguardo e introspeção, usufruindo ainda assim da vista e da luz.
O resultado final é um edifício de linhas simples, depuradas e leves, autêntico e quase rude em termos de materialidade, que aliado ao trabalho volumétrico dos espaços, e aos jogos de luz, natural e artificial, resulta num edifício gráfico, que nos transporta para uma atmosfera etérea, litúrgica e iconográfica.

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