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Os Ceifeiros da Bemposta celebram as Bodas de Ouro

11 de outubro de 2017
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Do programa comemorativo constaram ainda uma sessão solene, a 50ª Festa de Folclore e da Cultura Popular, uma missa em memória dos elementos já falecidos, um almoço convívio, a inauguração de uma exposição temporária, patente até dezembro na sede da Grupo Musical e Recreativo da Bemposta (GMRB), entre outras atividades.
Um dos pontos altos da comemoração destes 50 anos do Rancho foi o almoço convívio. Francisco Martins, Presidente da Direção, afirmou ao NL que «foi uma festa muito bonita, que juntou na mesma sala cerca de 170 pessoas, entre antigos e atuais membros do Rancho», desejosos de reviver os bons vividos das últimas décadas.
No que diz respeito ao livro “50 Anos De Os Ceifeiros da Bemposta”, lançado a 2 de setembro, traz um conjunto de testemunhos de pessoas que, ao longo das últimas cinco décadas, acompanharam o trabalho desenvolvido pelos Ceifeiros da Bemposta. As imagens e as palavras trazem a cada página histórias contadas, memórias vividas, tradições passadas de geração em geração, por um Rancho que nunca caminhou sem levar consigo as memórias do seu povo.
Esta obra já era um desejo antigo do GMRB, contudo só agora as circunstâncias possibilitaram o seu lançamento. Raúl Silva, presidente do Conselho Fiscal da GMRB, conta ao NL que «a ideia de lançar o livro já tinha alguns anos, até que se arranjou um grupo de trabalho para preparar a comemoração das Bodas de Ouro e fez-se avançar o projeto», explica.
Estava lançado o desafio. Não se adivinhava tarefa fácil, por se tratar não de uma ou duas, mas sim de cinco décadas de história. Durante algum tempo, várias equipas dedicaram-se neste projeto, cada uma com uma a sua missão, até se pôr o livro cá fora. «Teve de se procurar nos arquivos dos últimos 50 anos o que estaria em pastas e que poderia valorizar aquilo em que estávamos a trabalhar», refere Raúl Silva, realçando que ao todo foram cerca de 25 elementos a trabalhar na elaboração da obra.
Para além dos documentos em arquivo e de outros que os sócios possuíam, a obra também conta com depoimentos de várias personalidades, entidades e parceiros, locais e regionais, que fizeram questão de deixar uma palavra nestes 50 anos do Rancho, complementa, Francisco Martins, Presidente da Direção do GMRB.

50 anos a preservar a cultura saloia

“Os Ceifeiros da Bemposta”, combustível que alimenta culturalmente o GMRB, foi fundado a 24 de setembro de 1967 e, desde então, tem desempenhado um papel importante na preservação e divulgação de trajes, cantigas, danças, costumes e tradições desta região saloia.
Os primeiros trajes envergados pelo Rancho foram provenientes de uma marcha popular ocorrida na altura. Não havendo dinheiro, o grupo socorreu destes fatos para dar os seus primeiros passos. No entanto, conforme Raúl Silva, com «o passar do tempo, foram adaptando e começaram a representar as pessoas da aldeia que trabalha essencialmente no campo», adianta.
Segundo dados do GMRB, os trajes usados atualmente são característicos do final do Séc. XIX, início do Séc. XX e foram reproduzidos com fidelidade às peças originais, com vista a representar com maior exatidão a forma de vida do povo saloio.
De sublinhar que “Os Ceifeiros da Bemposta” é sócio efetivo da Federação de Folclore Português, sócio da Fundação INATEL e sócio fundador da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa.
Também, nos últimos anos, tendo como base recolhas feitas nas décadas de 80 e 90 do século passado, o grupo tem procurado um aprofundamento na representação etnográfica.
Por tudo o que o rancho representa no GMRB, Raúl Silva conclui que «ele alimenta a coletividade e possibilita o seu desenvolvimento cultural».
A coletividade conta, neste momento, com o rancho adulto e infantil, compostos por cerca de 90 elementos no total.

Denizio Boaventura

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