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Notícias | Cultura

Até dia 30 de outubro na sala multiusos do Parque Adão Barata

"O Sonho ao Poder" em Loures

1 de outubro de 2016
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Sonho, liberdade e defesa da Língua Portuguesa são estes os três pilares onde assenta a exposição “O Sonho ao Poder”, que pretende revelar as várias facetas de Mário Viegas. Até dia 30 de outubro na sala multiusos do Parque Adão Barata.

A Câmara Municipal de Loures inaugurou, dia 23 de setembro, pelas 18h30, na sala multiusos do Parque Adão Barata, em Loures, a exposição "O Sonho ao Poder – Mário Viegas", iniciativa integrada no programa Loures Teatro – a Teia. A exposição pretende revelar as diferentes facetas de Mário Viegas, enquanto Homem, ator e recitador, bem como perso- nalidade ímpar que marcou os anos setenta, oitenta e noven- ta em Portugal e cujo percurso é exemplo evidente de que os nossos sonhos podem tornar-se realidade.

Paulo Piteira explicou ao NL o porquê desta exposição, referin- do que Mário Viegas «é uma per- sonagem, um artista muito importante do século XX português, que nos deixou uma obra que ainda hoje perdura na memória daqueles que com ele conviveram e que teve um papel essencial enquanto homem do teatro, homem da cultura e na defesa da língua portuguesa, que foi sempre uma das suas paixões e um dos seus objetivos centrais. Para nós, lembrar o Mário Viegas, é de alguma forma homenagear aqueles que se empenham na defesa da cultura, da expressão dramática e do teatro e da língua portuguesa.

Foi esse o objetivo que tivemos quando decidimos trazer esta exposição a Loures, sendo verdade que ela se cruza com o plano de ação que temos vindo a implementar aqui em Loures, a partir da autarquia, o plano de intervenção municipal relativamente à área do teatro e que tem passado por fomentar um conjunto de ações que vão no sentido da formação e com conteúdos formativos para os nossos grupos.» O Vice-presidente destacou ainda o plano idealizado pelo Município pois «é nesse sentido que apostamos na descentralização dos espetáculos nas freguesias, rentabilizando em primeiro lugar os nossos grupos de teatro amador, que estão a fazer mais espetáculos e a ir a muitos mais sítios do que iam anteriormente e trazendo também outros grupos ao concelho de Loures.

Isso tem permitido levar o teatro a locais onde era realmente impensável que o teatro chegasse há uns dois ou três anos atrás.» Para exemplificar essa situação, Paulo Piteira refere um episódio ocorrido na Chamboeira, onde em dia de jogo de Portugal na fase final do Euro a população não arredou pé para assistir ao espetáculo teatral, denotando uma ânsia «porque sentiram que pela primeira vez lhes estava a ser proporcionado um contato direto com uma expressão cultural, à qual não têm fácil acesso. Portanto essa é uma aposta da autarquia, fomentar aqui no concelho a atividade teatral, fomentar a cultura, trazer mais gente aos espetáculos.

A democratização da cultura passa por isto, pela proximidade e pela facilidade de acesso.» O apelo à visita é efetuado de uma forma clara «se não vierem perdem uma grande exposição que, além de muito agradável, se vê muito facilmente e permite-nos ficar com uma ideia daquilo que foi a personagem Mário Viegas, a sua personalidade e o seu empenhamento em várias áreas de atividade, enquanto ativista social e político, enquanto homem do teatro e da cultura, enquanto defensor da poesia, da literatura e da cultura portuguesa.

É também uma oportunidade, nomeadamente para os mais jovens, de conhecerem uma personagem que, neste momento, é difícil encontrarmos nos grandes meios de comunicação social, onde hoje pouca cultura portuguesa passa, nomeadamente na televisão ou no cinema. Para os seus contemporâneos é a oportunidade de reencontrarem alguém que fez parte das suas vidas num dado momento e relembrarem o papel muito importante que Mário Viegas teve, numa coisa que é também tema e lema desta exposição, que é o Sonho ao Poder.

Só é possível transformarmos a sociedade quando acalentamos sonhos, o Mário teve vários e felizmente pôde ver alguns deles concretizados, como por exemplo o nosso País reencontrar a liber- dade em 25 de Abril de 1974.» Para Filipe Esménio, sobrinho do ator e apresentador da exposição na sua abertura, Mário Viegas «tinha uma missão e uma paixão. A paixão era o Teatro, a missão era a defesa da Língua e Cultura portuguesa e dos seus poetas e escritores. A exposição assen- ta em três pilares, intitulada “O Sonho ao Poder”, procura fazer acreditar as crianças que os seus sonhos são realizáveis, tal como Mário que queria ser ator e foi.

O segundo pilar é a defesa da produção artística diferenciada, para que possa haver mais escolha e com mais escolha, mais liberdade. Por fim, a já referida defesa da Língua Portuguesa.» A exposição, de entrada livre, estará patente até ao dia 30 de outubro, apresentando um conjunto de registos de teatro de humor, áudios de poesia, vídeos, fotografias e peças do espólio pessoal de Mário Viegas.

Pedro Santos Pereira

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