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Em Bucelas

Festa do Vinho e das Vindimas recria ciclo do vinho

15 de novembro de 2017
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A animação voltou à freguesia de Bucelas com a Festa do Vinho e das Vindimas. A festividade que contou com a organização da Câmara Municipal de Loures, Junta de Freguesia de Bucelas e Movimento Associativo da Freguesia de Bucelas, retratou durante três dias o ciclo do vinho, do início até ao copo. A par do Desfile etnográfico, que encheu por completo o Largo Espírito Santo e toda a zona central da Freguesia, o espetáculo da fadista Gisela João também foi um dos pontos altos do evento.
Também o Pavilhão Leonel Pires e o Museu do Vinho e da Vinha acolheram atividades, com o primeiro a receber a mostra vitivinícola e de produtos regionais, enquanto o museu era palco da exposição Imagens e Sons de Bucelas e a apresentação do livro Loures Territórios Vinhateiros de Portugal.
Este certame decorreu numa das regiões demarcadas mais antigas do País. Refira-se que a região demarcada de Bucelas foi criada em 1911, e engloba para além do centro da Freguesia, regiões circundantes como Charneca, Vila de Rei, Bemposta, Santo Aleixo, Catadouro, Vila Nova, Freixial, Pintéus e Fanhões.
Bucelas situa-se num vale e beneficia de condições extremas de temperatura, com noites muitos frias e dias muito quentes, que propícia a produção de «vinhos excecionais», na ótica do Presidente da Junta de Freguesia de Bucelas, Élio Matias.
O vinho de Bucelas têm um teor alcoólico de 11%, beneficiando deste microclima e dos terrenos argilo-calcários e do microclima desta região demarcada.

Desfile Etnográfico

Como é habitual o melhor ficou para o fim. O desfile Etnográfico, composto por 27 carros alegóricos, entusiasmou os presentes com a recriação do ciclo completo do vinho, nesta que é a única região demarcada do País «exclusivamente para vinhos brancos», conforme frisou Élio Matias, presidente da Junta de Freguesia da Capital do Arinto.
Após participar do cortejo etnográfico, Élio Matias referia a originalidade desta festa, como algo que a torna única região. Segundo ele, «é das únicas que tem um desfile etnográfico que mostra o processo da criação do vinho, desde o início até ao copo, tentando sempre ser o mais tradicional».
A tradição a que se refere Élio Matias, esteve vincada em cada canto do Largo Espirito Santo e em cada pormenor dos trajes envergados pelas centenas de figurantes, que animaram a tarde de domingo.
As típicas água-pé, os vinhos brancos, o pão com chouriço, as filhós, o peixe, o toucinho fizeram as delícias de todos os que se deslocaram a Bucelas nestes três dias.
O “ambiente familiar“ da festa foi enfatizado pelo presidente da Junta de Freguesia de Bucelas, como a melhor forma de acolher os visitantes. Para ele «isto só se encontra no interior».
«Estamos a viver no campo, a vinte minutos do Rossio. Quem passa o Vale de Trancão entra noutra dimensão», afirma. A este respeito, confrontado com uma possível mudança no conceito da festa, que todos os anos evidencia o ciclo do vinho, Élio Matias defende que a evolução deve ser feita «de forma sustentada e com os pés bem assentes na terra, de modo a que não percamos isto que é nosso», alerta.

Uma aposta para continuar

No ato da entrega de ofertas institucionais às coletividades que participaram nesta edição da Festa do Vinho e das Vindimas, Bernardino Soares, Presidente da autarquia, destacou que «ano após ano há mais gente de fora do Concelho a vir a Bucelas para ver esta grande festa etnográfica», constituindo-se assim uma aposta ganha por parte dos organizadores.
«Esta festa tem cada vez dimensão e atrai cada mais gente de outras zonas. Temos vindo a trabalhar para promover a Festa do Vinho e das Vindimas como um grande certame de divulgação da cultura saloia e de produção do vinho», afirma ao NL, Bernardino Soares, garantindo a continuidade do evento, em parceria com Junta de Freguesia e as coletividades da região, que em muito contribuem para a sua concretização.
Muito por culpa da boa aceitação e da nota positiva que a Festa do Vinho e das Vindimas tem merecido da parte do público, ela tem-se afirmado «cada vez mais como uma grande festa de dimensão regional de toda região de Lisboa», acrescenta ainda o autarca, que admite a possibilidade da introdução de inovações na mesma, de ano para ano, de modo a “mantê-la viva”.
Mas as iniciativas não ficam por aqui, explica Bernardino Barros. Como forma de «manter viva toda a região de Bucelas», realizou-se em junho uma amostra do vinho arinto, o cartão-de-visita da região. Embora em períodos distintos, as duas iniciativas são para manter, garantiu ao NL o Presidente da Câmara Municipal de Loures.

 

Denizio Boaventura

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