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Notícias | Cultura

Foi somente isso que os kodés (geração mais nova) do Teatro IBISCO fizeram

Encantar a Gulbenkian

6 de fevereiro de 2017
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Pedro Santos Pereira

Foi somente isso que os kodés (geração mais nova) do Teatro IBISCO fizeram na Sala Polivalente da Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. Mais um momento único de um grupo que começa a dar provas.

No dia 13 de janeiro, às 21 horas, subiram a palco os kodés do Teatro IBISCO. Kodé significa “irmão mais novo” em crioulo e foi o que aconteceu. Os mais novos brilharam perante os aplausos de alguns dos mais velhos e de uma plateia repleta e deliciada com o que viu. Esta representação na Gulbenkian é fruto do programa PARTIS, que financia as práticas artísticas como ferramenta para a inclusão social.

Programa PARTIS - Práticas Artísticas para a Inclusão Social

Arrancou em 2015 a segunda edição do PARTIS, um programa que permite tornar realidade a convicção da Fundação Gulbenkian de que a arte é motor de inclusão e mudança social, pelo seu poder único de unir as pessoas.

Foi desenhado para apoiar projetos que utilizem as práticas artísticas – música, fotografia, vídeo, teatro, dança e circo – como ferramentas que criem pontes entre comunidades que habitualmente não se cruzam, representando um investimento de cerca de um milhão de euros para um período de 3 anos.

No quadro da segunda edição, foram recebidas 160 candidaturas de norte a sul do País e foram selecionados 16 novos projetos para apoiar no triénio 2016-2018.

Os projetos que integraram a primeira edição, alguns ainda em curso, concluíram o seu segundo ano de vida tendo dinamizado 7963 atividades, 321 eventos públicos (37.636 visitantes/público) e chegado a cerca de 5791 participantes diretos. Estes projetos envolvem 181 profissionais a full time, 104 voluntários e 287 organizações parceiras (públicas e privadas – com e sem fins lucrativos).

A Peça

Nha Casa Nha Bairro (Como se constrói o futuro?) é resultado de um conjunto de improvisações que responderam ao desafio "qual é o teu lugar mais bonito?”.

As histórias que vemos nascer não foram sempre encantadas. Não falavam de palácios nem de castelos. Falavam de medo e ruas sujas. Mas falavam de um sonho: o de reconstruir os seus lugares e dar-lhes um nome - casa.

Partiram da destruição para o sonho. Porque será sempre, para estas crianças com olhos despertos e braços largos onde pode caber uma casa, um bairro, um mundo, o poder que encontraram no Teatro: que de cada uma, lado a lado, vai nascer o futuro.

O Elenco

Direção Artística: Susana Arrais; Encenação: Catarina Aidos; Interpretação: Elson, Ibrahim, Inês, Íris, Isabel, Jaime, Jéssica, Maimuna, Maria, Rafael, Sónia e Taíssa; Espaço cénico: João Custódio; Luz e Som: Saldanha Có Produção Executiva: Eunice Rocha.

Declarações

Para Catarina Aidos, encenadora da peça, o mais importante é proteger estes meninos, que não irão correr um risco maior que aquele que podem. Até aos aplausos o coração está apertado, mas tem valido a pena, principalmente para ela própria, pois as prestações têm superado qualquer risco.

A emoção é um sentimento que também habita nestes momentos em Susana Arrais, a diretora artística, que aos 30 segundos já está a chorar. Um grupo que não pára de a surpreender, desde as “falas” às expressões físicas.

Miguel Barros, ex-diretor artístico do Teatro IBISCO, não desalinha e salienta a comoção que sentiu, apesar de não estar surpreendido, pois a massa humana que habita aquela “casa” tem um valor inestimável.

Um dos grandes protagonistas da peça foi Ibrahim, que não escondeu a satisfação, ele que havia estado neste palco há dois anos, sentindo-se no espaço por todos os aplausos, abraços e beijinhos e o sentimento de dever cumprido.

Do programa PARTIS, Hugo Seabra não escondia o seu contentamento, pois é este o objetivo deste programa, utilizar as artes para integrar e o Teatro IBISCO é um excelente exemplo, levando a palco crianças com dois meses de ensaio e outras com cinco anos sem qualquer receio. Podia escudar-se trazendo apenas os melhores, mas não o fez, porque não é essa a sua essência. É espantoso como com tão pouco se consegue fazer tanto, assumindo que é um privilégio assistir a tudo isto.

Nha Casa Nha Bairro na Quinta da Fonte

Depois de estrearem a peça na Fundação Calouste Gulbenkian, os kodés do Teatro IBISCO irão representar, para todos aqueles que quiserem assistir, em casa, no Centro Comunitário da Apelação, na Quinta da Fonte. Os espetáculos serão nos dias 4, 11 e 18 de fevereiro às 16 horas. A entrada é gratuita, numa tarde de sábado que promete ser bem passada.

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