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Notícias | Cultura

Teatro de Rua

Artelier? promete para 2018

15 de novembro de 2017
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Apesar de se chamar “Apagão”, é um momento cheio de luz efetuado por uma das melhores companhias do País em artes de rua e que temos muito orgulho em divulgar, principalmente porque estão sedeados no Concelho.

“Apagão”

Já a preparar a temporada de 2018, a Artelier?, companhia profissional residente na Associação TNR, sediada no município de Loures , em parceria com a Câmara Municipal de Lourese com a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela , leva à "rua" um clássico da companhia. "Apagão" – reload 2.17 - a geração IPAD.
"Apagão" é uma montagem teatral com uma componente de vídeo-mapping renovada, cuja narrativa poética pretende dar a refletir a forma como a Luz (simbólica) vinda da tecnologia está a conduzir, de certa maneira, a humanidade a um esgotar dos recursos, daí o nome Apagão.
"Apagão" acontece num suposto momento de não retorno, o momento em que a energia se esgota e pára de alimentar a sociedade de consumo, onde mesmo crianças são adictas da tecnologia enquanto implante neural e prolongamento do corpo. Uma criança aparece permanentemente agarrada a um portátil, essa condição de consumo "ignorante" e irrefletido leva a humanidade à condição de extinção.
A performance foi estreada em 2004, tendo feito uma carreira de mais de 40 apresentações nacionais e mesmo uma Tour internacional, em Espanha e França.
A montagem teatral é, por isso, uma ficção científica que, de certo modo, alerta para os valores da Luz Moral e dos valores em detrimento da Luz artificial e material.
E palco os atores despem camadas de "peles" e sofrem uma mutação física, perdendo inclusive o seu coração, símbolo da humanidade, para verem nascer diante deles, e fruto de si mesmo, uma figura imensa, caraterizada uma marioneta em forma de polvo, que ocupa o espaço central de todo a cena, até que tudo pára, e termina. O espetáculo é uma metáfora ao acelerado desaparecimento dos recursos naturais e dos valores universais na sociedade de consumo.
Esta peça é uma performance de Rua, onde a interpretação de paisagens e arquiteturas, e sua transformação efémera em fenómenos festivos de participação popular, nos transporta para outra dimensão. Um percurso fascinante, numa performance de exploração das potencialidades técnicas da luz negra, do som e da imagem.
Escrito com base em autores como William Blake, Conan Doyle, Júlio Verne ou William Gibson, ao longo de 45 minutos o ‘Apagão’ conta a história de quatro personagens a bordo de uma plataforma de pesquisa de novas energias, que ao perfurarem a terra são apanhados num nevoeiro e num fogo que, progressivamente, os transforma numa espécie distante da raça humana.
Espetáculo cuja poesia visual e plástica nos transporta numa viagem inesquecível ao universo metafórico das artes de rua, dirigido ao grande público que, pelo seu apelo tecnológico, encenação e pela sua linguagem, vai ao encontro das problemáticas ambientais e humanas, refletidas nas questões energéticas e sociais, hoje ainda mais pertinentes.

Estados Unidos da América

Em 2018, também, a Artelier? começará a sua senda rumo a um grande evento internacional a acontecer nos Estados Unidos da América, que irá catapultar a companhia à estratosfera do maior festival de arte contemporânea em espaço público e paisagem do mundo. Para esse momento a Artelier? prepara uma criação, ainda em completo segredo dos deuses, mas que promete revelar "as soon as possible" e em primeira mão no Noticias de Loures, podendo já adiantar que tem pelo nome genérico provisório "FireWords - A palavra em chamas".

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