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Notícias | Atualidade

Dois geradores com o objetivo de restituírem a luz

Luz no Bairro da Torre

7 de janeiro de 2017
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O presidente da Câmara de Loures dirigiu-se, no dia 21 de dezembro, ao Bairro da Torre, local onde foram instalados dois geradores com o objetivo de restituírem a luz a cerca de 70 famílias que vivem, desde 19 de outubro, sem aquecimento e iluminação. A EDP desfez algu- mas ligações elétricas ilegais que podiam colocar em causa a segurança de pessoas e bens. “O Município de Loures não rece- beu nenhuma notificação oficial por parte da EDP.

Sabíamos que vinham fazer o corte de ligações clandestinas, mas a iluminação pública tem de continuar acesa. É um direito das pessoas”, refe- riu Bernardino Soares. “A Iluminação pública é paga pelo Município, um valor que ascende a mais de 2 milhões e 400 mil euros por ano. Ninguém deu indicações à EDP para fazer este corte. Agora, dizem-nos que é uma avaria. Portanto, resolvam a avaria e liguem a iluminação pública”, continuou. A instalação de geradores surge como uma solução temporária, por parte da Câmara de Loures. De acordo com Bernardino Soares, “é o mínimo para dar condições, que não são míni- mas, são abaixo de mínimas, a estas pessoas de continuarem a ter alguma dignidade na sua vida do dia-a-dia”.

O facto de terem passado dois meses até a Câmara de Loures ter tomado uma atitude, prende-se com a tentativa da Autarquia em “obter consenso, autorização e participação das entidades que são proprietárias do terreno, sobre uma solução para esta questão. Chegámos a um ponto que decidimos avançar mesmo sem todas as condições estarem reunidas”. 

Solução definitiva é urgente

Um dos principais problemas está, de acordo com a Câmara de Loures, precisamente em saber quem são os donos dos terrenos do Bairro da Torre. “Não se sabe se é a ANA – Aeroportos de Portugal ou se a Autoridade Nacional da Aviação Civil.

O que sabemos é que estes ter- renos estão relacionados com o aeroporto. Portanto, seja da ANA, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana ou da Administração Central, tem de haver disponibilidade para encontrar uma solução defi- nitiva. A Câmara está disponí- vel para participar, mas este é um problema que não é nosso. Estamos apenas a fazer o tra- balho de proximidade que qual- quer Autarquia deve fazer, mas precisamos que todas as outras entidades se empenhem e assu- mam as suas responsabilidades”, disse Bernardino Soares.

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